Jornal O Estado – O herói negativo da segunda peça escrita por Tchekhov

Ivanov, o herói negativo da segunda peça escrita por Tchekhov, é um proprietário de terras em decadência. Inerte, vê-se diante de suas arvores sendo derrubadas e não consegue decidir-se entre o amor de sua mulher doente e o da jovem Sascha. Nossa montagem enfatiza as conversas vazias e os diálogos sobrepostos que criam o clima de não-comunicação e que deflagram a decadência da aristocracia rural em fins de século na Rússia czarista.

A encenação de Ivanov pelo Teatro Maquina recria espaços íntimos com platéias reduzidas e próximas da cena, mesmo em espaços com palcos à italiana. Em sua temporada de estréia em João Pessoa, em julho de 2011, foi apresentado para 40 pessoas em um salão de um casarão de engenho, sede do grupo Piollin. A temporada paraibana nos fez entender que a experimentação por espaços antigos poderia operar uma revisão importante nos procedimentos de atualização do texto e do espetáculo. A escolha por espaços alternativos – os jardins, cômodos e grandes salões das casas do final do século XIX – nos confronta também com a necessidade de rever o espetáculo e refletir sobre as implicações surgidas dessa experimentação.

Em outubro de 2011 o grupo passou a ensaiar o espetáculo na Casa Juvenal Galeno, em Fortaleza-CE, para ai estrear uma temporada aos sábados e domingos de janeiro de 2012. Devido ao novo formato, o espetáculo será apresentado para um publico reduzido de apenas 15 pessoas.

Em fevereiro de 2012 o espetáculo volta, em mini-temporada de quatro apresentações, a ser apresentado em sua versão original no palco principal do Theatro Jose de Alencar, para uma platéia de 60 lugares, dispostos sobre o palco.

Serviço
Janeiro 2012
Temporada Juvenal Galeno
Todos os sabados e domingos, às 18 horas
Casa Juvenal Galeno – Rua General Sampaio, 1128

Ingressos R$ 20 e R$10 (À venda na bilheteria do Theatro Jose de Alencar, a partir das 17 horas)
Fevereiro 2012
Mini-temporada Jose de Alencar
Dias 10, 11 e 12 , às 20 horas
Theatro Jose de Alencar
Ingressos R$ 20 e R$10



Sobre o Teatro de Marionetes – Kleist por Teatro Máquina

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Teatro Máquina participará nesta segunda (21) de leitura mundial de obras de Heinrich Von Kleist, em comemoração aos 200 anos de morte do autor.
O evento, em Fortaleza, é organizado pela Casa de Cultura Alemã e acontecerá no Armazém da Cultura (Rua Jorge da Rocha, 154 – Aldeota), nesta segunda (21), das 16h às 19h.
Faremos uma leitura dramática do texto SOBRE O TEATRO DE MARIONETES.
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Apareçam!
Mais informações:
http://www.ufc.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=12438&Itemid=1

Imagens da Residência Teatro Máquina no Sesc Fortaleza

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3° Dia de Residência

Somos acostumados ao olhar. A nos comunicarmos com o olhar pra nos deixarmos ler ou para ler outra pessoa. Depois dos exercícios propostos fiquei com isso na cabeça o dia todo e, antes de apresentar o recital que estava em cartaz confirmei isso mais ainda. Tem uma pessoa no grupo que não fala comigo, conseqüentemente ela não me olha mais nos olhos.

Olhar é falar demais, deixar-se exposto, falar sem mentir.

Registro de Lucas Teófilo.


2° Dia de Residência

Confusão

O Movimento Glorioso da modernidade levou a uma não transmutação de todos os valores, como havíamos sonhado, mas uma dispersão e involução do valor, cujo resultado é para nós a confusão total de vagos gestos e ações.

Registro de Jeferson Tinócio.


1° Dia de Residência

Moléculas de carbono a formam um ser

Que será

Um

Tentando ser nenhum

Em meio a muitos

Será como

O Corifeu se esconde

Os Alecrins dos amores serão de todos

O incompreensível, demandando

Da mancha e da massa

Homogeneidade

Da movimentaintenção

Dependência

Eu, não.

Nós

Comunal

Elemento desertor

Germinam

Elásticos combatentes

Decaem

Abraçam a cegueira

E partem

Se.

Registro de Lara Nicolau Aniceto.


Imagens da Residência Teatro Máquina no Sesc Fortaleza.

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Ivanov no VII Festival de Teatro de Fortaleza

Ivanov encerra o VII  Festival de Teatro de Fortaleza no Domingo, dia 16 de Outubro no Theatro José de Alencar. Ás 20hEntrada Franca.

ATENÇÃO:  recomenda-se chegar ao teatro com mínimo de 1h de antecedência devido à capacidade reduzida de público.

Veja a programação completa aqui.


“A Máquina que Repete”, por Dan Bandeira.

Daniel Bandeira escreve no blog “A Preço de Banana” sobre Répéter:

A Máquina que Repete

O movimento. A contração de cada músculo, a intenção de cada gesto, até mesmo a mensagem cognitiva escondida naquilo que não se pensou em dizer, mas disse. A perna, o braço, o sexo, o abdômen e até mesmo aquilo que não se tem, mas que, tencionado pelo esforço, existe. A respiração, inspira-expira, a inspiração, que dá e que deu.

A dança!

Mas, o que é dança? Nas curvas na contemporaneidade, o que define a dança? Considero o movimento. O corpo, a música, o tecido, a projeção. Dança é aquilo que se mexe para dizer. Mesmo sem idéia, a dança diz o sentimento. É o que grita, sussurra ou se cala na instancia do movimento.

Muito se ilude quem chega ao Dragão do Mar às quintas-feiras esperando ver malhas coladas a corpos ululantes. O projeto Quinta com Dança leva ao palco espetáculos no significado mais puro da palavra: aquilo que nos desperta interesse. E Répéter desperta.

Em uma repetição de movimentos, o espetáculo do Teatro Máquina constrói e desconstrói o gesto. Repetir está na historia da peça, uma vez que ela é fruto de um esquete de 2006, intitulado “goodbye”. A cada apresentação, novos elementos somaram-se ao trabalho final. Esta é também a sistemática desenvolvida no próprio espetáculo: repetir, mas nunca ser igual. Quantas metáforas nisso tudo, hein? O grupo se chama máquina, é uma produção industrial, uma fabricação em série, movimentos cíclicos, tic-tac, a todo vapor. Porém, no que é vivo, há como manter o sistema? Essa é uma questão frequente na estética dos trabalhos do grupo.

A cada goodbye, a cada passo para dentro da cena, a cada pular de corda, a cada caixa entregue: uma nova percepção, uma nova ideia, uma nova love story. Cindo atores, ou bailarinos, ou performes, ou… Cinco seres, preenchidos de seis sentimentos em seis instantes, correm, param, andam e vivem os encontros e despedidas tão comuns à vida cotidiana. O banal em formas tão inesperadas. Isso é arte! É teatro, é dança… É simplesmente gostoso!

Répéter
Onde:
Teatro Dragão do Mar
Quando: 13, 19 e 20 de janeiro, às 20h
Quanto: R$1 / R$2

Quem: Daniel Bandeira
Contatos: @danbandeira / danielbandeira12@gmail.com
Sobre: um candango que já tá mais pra calango cearense. Estuda comunicação, mas prefere teatro. Desse bananal, é da ala de Dionísio; dos que não falam, mas declamam.


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